Ouro é negociado perto de US$ 4.209, deixando os investidores divididos sobre se a correção recente marca o fim do ciclo de alta ou uma pausa antes de um novo movimento de valorização. O metal segue bem abaixo do recorde de janeiro, acima de US$ 5.590, pressionado por rendimentos reais elevados, um dólar mais forte e uma perspectiva mais agressiva para o Federal Reserve.

O ouro enfrenta risco de cruz da morte enquanto o suporte de US$ 4.000 entra em foco
A previsão de curto prazo para o preço do ouro ficou mais cautelosa à medida que o metal é negociado abaixo de sua média móvel de 200 dias. As médias móveis de 50 e 200 dias agora convergem perto da região de US$ 4.300 a US$ 4.400, aumentando o risco de uma cruz da morte.
Essa configuração reforçaria a estrutura técnica baixista já visível no gráfico. O ouro falhou repetidamente em recuperar a zona de US$ 4.300, que agora atua como resistência depois de ter servido anteriormente como suporte. Um fechamento diário acima de US$ 4.300 a US$ 4.400 enfraqueceria o cenário baixista, mas, até lá, os vendedores seguem no controle.
O principal nível de suporte fica entre US$ 4.000 e US$ 4.100. Se essa zona falhar, alvos baixistas próximos de US$ 3.440 entram em jogo, alinhados à análise de extensão de Fibonacci e ao cenário de queda por reflação do World Gold Council. Isso implicaria uma correção mais profunda de cerca de 18% em relação aos níveis atuais.
Bancos centrais mantêm vivo o cenário de alta de longo prazo
Apesar da configuração baixista no gráfico, a história estrutural do ouro continua mais forte do que uma queda típica após um topo de ciclo. Os bancos centrais compraram 244 toneladas líquidas no primeiro trimestre de 2026, acima das 208 toneladas do trimestre anterior. Essa demanda continua criando um piso abaixo do mercado.
A correção atual está sendo impulsionada principalmente por capital ocidental sensível aos juros, reagindo a rendimentos reais mais altos. Os bancos centrais, por outro lado, compram ouro para diversificação de reservas e desdolarização, o que torna sua demanda menos sensível às oscilações de curto prazo nos preços.
Isso explica por que as principais previsões institucionais permanecem acima do preço à vista. O J.P. Morgan vê o ouro potencialmente avançando para US$ 5.000 a US$ 6.300 em 2026, a Goldman Sachs mira US$ 4.900, a UBS projeta até US$ 5.900 até dezembro, e a meta mais cautelosa da Morgan Stanley, de US$ 5.200, ainda implica potencial de alta em relação aos níveis atuais.
Previsão do preço do ouro da CoinCodex
De acordo com a mais recente previsão do preço do ouro da CoinCodex, o metal pode permanecer sob pressão pelo restante de 2026 antes de tentar uma recuperação parcial no início de 2027.

A previsão mostra junho se mantendo perto dos níveis atuais, com preço médio próximo de US$ 4.095 e alvo máximo em torno de US$ 4.202. A partir daí, o modelo se torna mais baixista. A previsão média de julho recua para cerca de US$ 3.866, enquanto agosto e setembro apontam para fraqueza mais profunda, com preços médios caindo para US$ 3.645 e US$ 3.434.
O período mais fraco aparece em dezembro de 2026, quando a CoinCodex projeta um preço médio do ouro de aproximadamente US$ 3.304 e uma mínima perto de US$ 3.153. Esse caminho apoia amplamente a visão técnica baixista de que uma quebra abaixo de US$ 4.000 poderia acelerar a pressão vendedora.
No entanto, a previsão também sugere que o ouro pode evitar uma queda em linha reta. Janeiro de 2027 mostra uma possível recuperação rumo a uma máxima de US$ 4.040, indicando que os compradores poderiam voltar após uma forte correção no fim do ano. Ainda assim, a perspectiva mais ampla da CoinCodex permanece cautelosa, com as projeções para junho de 2027 apontando para preços médios próximos de US$ 3.131.







